E no primeiro momento,
ele surgiu em meio a poeira
do sebo
e o vento que varria
a calçada do extenso comércio burguês.
Acenei para um freguês
e me peguei observando alguém
com um caminhar leve e um olhar
que se muito apreciado
poderia talvez até matar...
Singela e sútil
quase como uma imbecil,
pude sentir seus olhos
lindos, profundos e
presos aos meus.
Logo conheci um novo mundo.
E no segundo momento
enquanto tomávamos um café
e fumávamos um cigarro...
Pude sentir o quão
ele me levou para longe
de mim, longe da razão.
Lá estava eu mais uma vez
pensando com o coração.
Naquele espaço,
onde perdi meu laço
e acompanhei o compasso,
descompassado do arranjo
que bombeava o meu sangue.
Me questionei...
E quando tal mundo
eu não puder mais visitar
Chorarei eternamente
até meu corpo secar?
Toda terra poderá estremecer
caso eu não possa mais te ver.
O medo confronta meu coração
minha alma confronta minha razão,
irei novamente caminhar com o sofrer?!
Não, não, não e não!
Preciso recuperar minha razão.
Meu tempo sozinha
não poderá ter sido em vão.
Depois de voar a realidade,
voltei a olhar profundamente os olhos
que me prenderam pela eternidade.
E encarando aquele mundo
bem a minha frente me coloquei a filosofar...
Quero um mundo de emoções
com amores e cores,
vivências e decepções.
Levando em meio lágrimas e sorrisos
a vontade de viver
a vontade de sofrer
para que eu possa aprender
e não me arrepender um dia
de amar e colocar tudo em risco
sempre que aparecer um novo mundo
nos olhos, novas decepções e emoções.
Ficarei então presa a essa real e presente fantasia
contemplando todos os crepúsculos junto a ele
sem estimar e pensar no amanhã.
Adeus, deixe recado pois estou arriscando
terça-feira, 11 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Novela das sete
Na espera está a esperança
contra a tragédia
vista nos olhos de uma criança.
Vi balas no céu
e explosões ao meu lado.
Um amigo amputado,
que já não podia ser amparado.
Gritei para os céus
perguntando por salvação
esperei que alguém respondesse
na hora levei um tiro,
ficando sem respiração.
Saboreando meu declínio ao chão
me perguntei se minha luta foi em vão.
Lutei por terras , falhei ao cair
mas ao menos servi a nação.
Nação, poderia me ceder um cigarro?
Nação, poderia me dar um trocado mais justo?
Nação, para que tanta destruição?
Nação, por você eu morri em vão?
Nação, para onde as almas de todas as suas crianças vão?
Nação...a guerra, causa de tantas mortes e destruição, sempre esteve em suas mãos.
contra a tragédia
vista nos olhos de uma criança.
Vi balas no céu
e explosões ao meu lado.
Um amigo amputado,
que já não podia ser amparado.
Gritei para os céus
perguntando por salvação
esperei que alguém respondesse
na hora levei um tiro,
ficando sem respiração.
Saboreando meu declínio ao chão
me perguntei se minha luta foi em vão.
Lutei por terras , falhei ao cair
mas ao menos servi a nação.
Nação, poderia me ceder um cigarro?
Nação, poderia me dar um trocado mais justo?
Nação, para que tanta destruição?
Nação, por você eu morri em vão?
Nação, para onde as almas de todas as suas crianças vão?
Nação...a guerra, causa de tantas mortes e destruição, sempre esteve em suas mãos.
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