Pegou-me desprevenida
no meio da avenida,
eu de olhos fechados,
sorria, sentindo o suor
descer enquanto cantava
qualquer samba triste.
Arrastou-me para dentro dele,
iluminando meus olhos
dando vida aos sonhos há tanto adormecidos
ao amor tão desbotado, esperando novas cores.
Deitou-me ao seu lado,
claro que muito educado!
Acariciou-me como se uma relíquia eu fosse
trazendo-me à vida, toda despida.
Ah! Agora amo,
amo o desejo como também amo o medo.
Amo o gostoso começo como também
não suportaria o fim.
Amo sua existência que por hora
completa a minha.
Acentuando meus desejos,
misturando amor e o ódio
tornando tais elementos
uma única essencia
com total impacto em meu existir.
É na avenida, nos arcos
e por todo canto da maravilha
onde o acaso nos escraviza.
Achei dignissimo! Ou melhor, 'credo' vc escreve mto bem haha
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